COOPERATIVA DE RECICLAGEM E SERVIÇOS DE RECICLAGEM
Catadoras e catadores organizados já mais serão pisados.
terça-feira, 24 de janeiro de 2012
Lages precisa aprender a reciclar
Lages, 17/01/2012, Correio Lageano
Preciso separar metal e plástico e papel em três sacolas diferentes? Papel higiênico, pode reciclar? Que horas o caminhão da coleta seletiva passa em minha casa? Estas são algumas das perguntas mais comuns da população de Lages, que convive pela primeira vez com um sistema de coleta de lixo reciclável em nível residencial.
A Coopercicla, que faz a triagem do lixo seletivo em Lages emitiu um alerta: não está sendo feita a separação correta. O secretário de meio ambiente, Luiz Marin, rebate, dizendo que “reciclagem não é algo que se faz da noite para o dia”.
Segundo os cooperados, depois que a prefeitura passou a fazer a coleta, a quantidade de lixo aumentou. O resultado disso é que moscas, mau-cheiro e o rendimento da cooperativa diminuiu. “Poderiam estar ganhando mais de mil reais por mês cada um, mas como 80% do material que entregam aqui é lixo, acaba-se perdendo muito e os ganhos diminuem para uns R$ 450”, explica um dos cooperados.
A prefeitura e a Coopercicla não possuem nenhum vínculo, sendo que a cooperativa recebe incentivo municipal devido à Política Nacional de Resíduos Sólidos, que privilegia associações de catadores.
Na cooperativa, mostram sacos coletados pelos caminhões da prefeitura que deveriam ter material reciclável, mas o que encontram é somente lixo. Um dos cooperados abriu um saco, a título de exemplo, e mostrou várias fitas de papel, que poderia ser reciclado, mas o material se perde porque está contaminado por restos de comida que estavam juntos. O secretário do meio ambiente, Luiz Marin, diz que a população precisa de melhores esclarecimentos sobre o assunto. “A pessoa separa três pets em uma sacola e joga um resto de polenta junto. Isso inviabiliza a reciclagem das três garrafas”, explica.
O papel é um material que pode ser reciclado, mas não pode estar sujo de comida e materiais orgânicos. Ou seja, guardanapos usados e papel higiênico não podem ser colocados junto do lixo reciclável.
Assim como restos de comida, eles devem ser colocados em uma sacola destinados a restos orgânicos. Este tipo de material é classificado como ‘lixo úmido’. A outra categoria é conhecida por ‘lixo seco’, que é o material que é passível de reciclagem, como papéis (sem restos orgânicos), plásticos, embalagens vazias, vidros, etc.
Apesar de recomendável, não é preciso lavar embalagens vazias, apenas retirar o excesso de comida. Lâmpadas fluorescentes, pilhas, material eletrônico e alguns tipos de plástico que não são recicláveis devem ser destinados a locais especializados. As lâmpadas fluorescentes devem ser entregues nas mesmas lojas em que foram compradas, mediante apresentação de nota fiscal. Se forem entregues para os caminhões da prefeitura da coleta seletiva, elas colocam em risco a saúde das pessoas que fazem a triagem.
Pilhas e materiais eletrônicos devem ser destinados a pontos de coleta ou empresas especializadas na coleta e reciclagem deste tipo de material. “Lages tem empresa que faz reciclagem de vidro, de eletrônico, de material de construção e outras empresas e associações que trabalham com material reciclado e recebem incentivos da prefeitura”, diz Marin.
De acordo com um levantamento do IBGE, de 2008, o Brasil produz, diariamente, 183 mil toneladas de lixo urbano. Sendo que mais da metade disso é jogado em lixões, gerando um prejuízo anual de R$ 8 bilhões.
“Coleta seletiva não se faz da noite para o dia”
Segundo a cooperada Tereza Rosa Feliciano, um dos problemas que podem estar ocorrendo na coleta de material reciclável pela prefeitura são os horários. “O certo seria ter um dia para pegar material reciclável e outro para o lixo orgânico, assim os moradores saberiam quando é para colocar os diferentes tipos de lixo”, explica.
O secretário municipal do meio ambiente, Luiz Marin, acha a ideia interessante, apesar de reconhecer que poderia causar imbróglios na região central da cidade. “É algo que podemos pensar. O certo seria os caminhões passarem de dois em dois dias, mas no Centro o lixo é recolhido todo dia e se não fizer essa coleta diariamente vai ter muita gente reclamando”, explica.
Isso acaba gerando um outro tipo de empecilho. “O caminhão de reciclável recolhe tudo o que vê. Por isso vem muito lixo. A dona-de-casa que estava se esforçando para separar, vê que eles recolhem tudo e não separa mais, porque acha que não é mais necessário. É como um mau exemplo”, explica.
A falta de divulgação dos roteiros dos caminhões que recolhem material reciclável também é um problema segundo Tereza. “As pessoas não sabem quando passa a coleta seletiva e a normal, e colocam tudo junto”, opina Tereza. O horário que os caminhões da coleta passam, segundo Luiz Marin é três horas antes do recolhimento do lixo orgânico.
A falta de seleção do lixo por parte dos funcionários da prefeitura também causa problemas. Uma das cooperadas mostra que deveria se abrir a sacola, recolher o material reciclável e fechar novamente o saco de lixo. “O pessoal da prefeitura traz os sacos fechados e vem muito lixo neles. Sei que eles não têm culpa, pois começaram agora, mas depois eles aprendem”, diz um dos cooperados.
Marin explica que os funcionários passaram por um treinamento. “Eles sabem que têm que levar os sacos mais leves. Abrir sacolas não é a função deles, eles fazem unicamente a coleta. Quem vai fazer a separação é a Coopercicla”, explica. “Falta o pessoal se acostumar a colocar a lixo reciclável antes e o lixo orgânico três horas depois”, explica.
Dilma veta regulamentação de catador e reciclador de papel
Brasília, 11/01/2012, Agência Senado
A presidente Dilma Rousseff vetou integralmente projeto de lei que regulamentava as profissões de catador de materiais recicláveis e de reciclador de papel. O PLS 618/2007, do senador Paulo Paim (PT-RS), foi aprovado na Câmara dos Deputados em novembro passado.
Segundo a mensagem de veto de Dilma, nos termos da Constituição, só devem ser criadas restrições ao exercício de qualquer trabalho "se houver a possibilidade de ocorrer algum dano à sociedade". Ela argumenta, ainda, que as exigências propostas poderiam representar "obstáculos imediatos" à inclusão social e econômica dos profissionais sem lhes garantir direito ou benefício adicional.
O projeto considerava catador de materiais recicláveis "aquele que, de forma autônoma, ou como associado de cooperativa ou associação, faz a cata, a seleção e o transporte de material reciclável, nas vias públicas e nos estabelecimentos industriais, comerciais e de serviço, públicos ou privados, para venda ou uso próprio do material recolhido".
Já o reciclador de papel era definido como "aquele que, de forma autônoma, ou como associado de cooperativa ou associação, desenvolve a atividade de reciclagem de papel, para venda ou uso próprio, no âmbito de seu domicílio ou em locais adequados para esse fim".
O PLS 618/2007 condicionava o exercício dessas profissões ao registro na Superintendência Regional do Trabalho e Emprego. Para obter o registro, seria necessário apresentar prova de identidade e comprovantes de conformidade com as obrigações eleitorais e o serviço militar.
Foto: Agência Senado/Divulgação
sexta-feira, 13 de janeiro de 2012
Materia do correio lageano nesta sexta feira 13
fotografou 02 dois filhos de cooperadas nossa, com o tema Crianças trocam ferias escolares por lixos.
O mais grave que a acusação de explolação do trabalho infantil, foi que o jornal publicou a foto das crianças
sem preservar a imagem dos mesmos.Isso não é crime....
quarta-feira, 11 de janeiro de 2012
MP INSTAURA INQUÉRITO CIVIL
COLETA SELETIVA EM LAGES:
MP INSTAURA INQUÉRITO CIVIL
Leio a informação que a Promotora de Justiça Aline Dalle Laste instaurou Inquérito Civil para apurar a regularidade (não irregularidade) da coletiva seletiva de lixo em Lages. Vai ainda exigir o cumprimento da legislação sobre implemento e destinação de resíduos sólidos na cidade.
Porque a presidente da Coopercila, Luciana Capistrano nos repassou informações sobre o aprimoramento da coleta e destinação nesta semana, até estranhei a providência do MP. Mas de qualquer forma, não se instala um Inquérito Civil do nada. É porque o Município terá que aperfeiçoar o sistema. Crê-se que o secretário Luiz Marin já esteja perseguindo isso antes de seu desembarque na virada do mês.
segunda-feira, 9 de janeiro de 2012
COOPRERCICLA em Parceria Com Caritas e Governo do estado SC
A COOPERCICLA, e Caritas Diocesana de lages Fizeram uma parceria em busca de mais alternativas para aumentar o rendimento para a Cooperativa e seus cooperados.
Em parceria com o governo do estados de Santa Catarina desenvolveram um projeto para a aquisição
de maquinários e ferramentas para realizar trabalhos de cortar gramas, limpeza de terrenos e condomínios.
A Cooperativa esta se estruturando para começar a prestar mais esse serviço para a comunidade,
pois a partir de agora quem precisar de serviço de roçada e jardinagem e limpeza de barracões e condomínios pode entrar em contato com a cooperativa pelo telefone 49 91081281 ou 49 88358866.
falar com Luciana
Natal COOPERCICLA
Além de atingir a meta de produção neste final de ano, numa parceria com o governo do
estado de SC e COOPERCICLA foram entregue para nossas crianças uma cesta de doces e para os cooperados uma cesta básica.
Todos saíram satisfeitos e com a sensação de dever cumprido.
COOPERCICLA em 2011
O ano se fechou com um rendimento mensal em torno de um salário minimo para cada cooperado.
Isso tudo graças ao esforço de todos; cooperados, município e população.
quarta-feira, 14 de dezembro de 2011
O fim de ano é a época em que mais produzimos lixo
O fim de ano é a época em que mais produzimos lixo. No comércio e nas indústrias a quantidade duplica. Com a aplicação da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), até 2014, fabricantes, comerciantes, indústrias e consumidores serão obrigados a separar o resíduo do rejeito e destinar corretamente cada um.
Todos os dias, a loja Bem Calçado, em Lages, recebe 30 caixas de mercadoria de quatro distribuidoras, o que resulta, no final do dia, em cerca de 70 caixas de papelão guardadas no depósito.
Em novembro, recebeu por dia, entre mil e dois mil pares de sandálias rasteiras. Cada par é ensacado com plástico. No final do mês, foram quase 60 mil plásticos que viraram resíduos sólidos. Em épocas como o Natal, a produção é ainda maior. “Mais calçados ficam à mostra nas vitrines, o que consequentemente mais caixas e plásticos são deixados no depósito”, afirma a coordenadora de crediário, Cláudia Lima de Souza.
Uma vez por semana, como conta a coordenadora, um senhor passa na loja para pegar os resíduos e vender a uma empresa de reciclagem. Nada, segundo ela, é destinado incorretamente e tudo vai para a reciclagem.
A loja Moda Ativa, produz diariamente 10 quilos de papelão, saco plástico, fita e fardo de fibra. A loja também guarda no depósito e duas vezes por semana, uma pessoa fica responsável pela coleta e venda. Segundo o auxiliar, Josenilson Santos, no Natal a quantidade triplica.
Embora algumas lojas já apliquem a política de destinação correta do lixo, outras ainda não. A reportagem passou por algumas das principais ruas do Centro, ontem, e encontrou sacos de lixo e caixas de papelão nas calçadas, ninguém se identificou como proprietário dos resíduos. Em uma dessas ruas, um motorista teve dificuldades para estacionar seu veículo e sair do seu interior.
É para mudar atitudes como essas que a PNRS foi criada. A lei se refere a todo tipo de resíduo: doméstico, industrial, de construção civil, eletroeletrônico, lâmpadas fluorescentes, agrosilvopartoril, das áreas de saúde e perigosos.
O objetivo é a redução, reutilização e tratamento de resíduos sólidos, bem como destinação final ambientalmente adequada dos rejeitos.
A PNRS é fruto de ampla discussão com os órgãos de governo, instituições privadas, organizações não governamentais e sociedade civil.
Estabelece princípios para a elaboração dos Planos Nacional, Estadual, Regional e Municipal de Resíduos Sólidos. Propicia oportunidades de cooperação entre o poder público federal, estadual e municipal, o setor produtivo e a sociedade em geral.
Ações já estão sendo articuladas
Um dos pontos fundamentais da PNRS é o conjunto de ações para facilitar o retorno dos resíduos para que sejam tratados ou reaproveitados em novos produtos. Para isso, é importante que os municípios, tanto poder público, quanto o setor privado, se articulem com instrumentos, como projetos de conscientização e educação ambiental, coleta seletiva, incentivo a cooperativas de catadores, entre outros.
Em Lages, de acordo com o secretário do Meio Ambiente, Luiz Marin, a coleta seletiva está sendo empregada há três semanas em alguns bairros da cidade. Para início de 2012, a Secretaria pretende, em parceria com a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), trabalhar com a educação ambiental no comércio e indústria.
Outro trabalho de coleta no comércio da cidade, é feito pela Cooperativa de Reciclagem, Coopercicla. Cerca de 80% da coleta que o grupo faz diariamente é de empresas e indústrias. De acordo com a coordenadora, Luciana Capistrano, são coletados, aproximadamente, 2 mil toneladas de resíduos sólidos.
Até 2014 as empresas e indústrias precisarão se adaptar à PNRS
80% do que a Coopercicla recolhe vem do comércio e de indústrias
Todos os dias 2 mil toneladas de lixo é recolhido pela Coopercicla.
domingo, 13 de novembro de 2011
Coleta seletiva ainda não está Funcionando
Lages, 10/11/2011, Correio Lageano
Na manhã desta quarta-feira (9), o barracão construído para dar início à coleta seletiva em Lages ainda estava fechado. Os dois caminhões apropriados para a atividade ficaram expostos ao lado da Prefeitura durante dias, a inauguração aconteceu no dia 26 de outubro e a Usina de Triagem de Resíduos Sólidos não começou a funcionar.
A iniciativa é uma medida para a cidade se adequar à nova Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), que prevê o corte de recursos federais aos municípios e estados que não finalizarem seus planos de gestão até 2012. O prazo final para destinar os resíduos de maneira correta é 2014.
“Falta implantar a rota e orientar os motoristas. O roteiro já está no papel e tem que ser bem planejado para dar conta”, diz o secretário municipal do Meio Ambiente, Luiz Marin. A energia elétrica definitiva também não está instalada. “Tinha energia para ‘tocar’ a obra, a definitiva vai ser colocada”, explica Marin.
Os cooperados da Cooperativa Lageana de Reciclagem, Serviços e Coleta de Materiais (Coopercicla) irão fazer o trabalho de triagem do material. Eles continuam trabalhando no barracão no bairro Caça e Tiro com pouco material.
“Já era para estar funcionando. Foi feita a entrega simbólica, mas o secretário pediu uns dias para instalar a luz e a água. Os caminhões estavam sem placas e as máquinas só funcionam com energia. Pedimos para participar na elaboração do roteiro da coleta, mas até agora nada”, diz a presidente da Coopercicla, Luciana Capistrano.
No processo de implantação da coleta seletiva na cidade, a previsão da Secretaria do Meio Ambiente para iniciar as atividades era no final de outubro.
Com a coleta seletiva, diminuirá o volume de lixo que vai para o aterro sanitário que recebe em média 3,3 mil toneladas de lixo por mês. Deste total 2,3 mil toneladas são geradas em Lages e outras mil toneladas em municípios da região.
Do total, a unidade de triagem recicla apenas 60 toneladas de lixo/mês. Como o material reciclável chega à Coopercicla misturado a alimentos orgânicos, muito se perde e não tem condições de ser reciclado.
Urupema, cidade vizinha, já faz a reciclagem de 100% do lixo, como prevê a PNRS. O programa de separação do lixo existe há mais de 10 anos. O município produz cerca de 10 toneladas de lixo por mês, que é coletado e levado para um galpão para ser processado. Mais um galpão deve ser construído.
Foto: Francielli Campiolo
sábado, 29 de outubro de 2011
UM NOVO OLHAR
Na última quarta feira dia 26, foi feito uma entrega simbólica,
Do barracão e de 02 caminhonetes para a COOPERCICLA.
É sempre bom lembrarmos-nos de pessoas que batalharam muito pela cooperativa e pela implantação da coleta seletiva em Lages.
Pasmem vocês, mas o professor Edir bonsan, que foi coordenador da Cooperativa a mais ou menos 10 anos atrás, batalhava muito por essas realizações, encaminhou muito projetos e pedidos para o poder publico para que a coleta Seletiva acontecesse.
“E nos dias de hoje continuamos trilhando os mesmos caminhos e batendo nas mesmas portas”.
Em um determinado momento em que Raimundo Colombo era o prefeito de Lages firmou um convenio com a cooperativa a onde esse convênio subsidiava a contratação de 05 caminhonetes para a coleta, e a coleta seletiva já existia nesta época.
Eu e mais alguns jovens do bairro da Penha acompanhamos por diversas vezes os cooperados em campanhas nos bairros para orientar a comunidade de como separar o resíduo erroneamente chamado por muitos de Lixo.
Eu que nem imaginava que um dia estaria na coordenação da cooperativa, e continuam os sonhos,as campanhas e a batalha. Mas de uma coisa sempre vamos lembrar, de valorizar sempre quem realmente merece ser valorizado.
E quem merece com toda certeza o saudoso Edir Bonsan, todos os cooperados, e todas as pessoas que Sabem reconhecer nas pessoas mais humildes, a grandeza de seu trabalho.
E devemos lembrar também que sempre que for fazer um projeto, ter junto, quem está na labuta diária, ai nunca correremos o risco de realizarmos e construirmos algo, que pode não ser exatamente o que as pessoas realmente precisam.
Luciana Capistrano
Triagem de Resíduos Sólidos
Ainda não iniciou a coleta seletiva por falta de caminhões
quarta-feira, 3 de agosto de 2011
"A luta continua"
Estamos na luta para buscar os recursos necessários para o desenvolvimento da COOPERCICLA, e sua ajuda é de grande importância e de grande valor, e se possível inicie o processo dos 3S´s em sua casa, vejamos no texto abaixo:
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A praticidade, que prefiro chamar de comodidade leva, às vezes, às criações tecnológicas que resultam cada vez mais no aparecimento de novos tipos de descartáveis.
Lembram-se dos cascos de vidro de refrigerantes que carregávamos para nos abastecer? Não fazem dez anos que foram abolidos de vez, cedendo lugar aos recipientes descartáveis de PET. O próprio vidro, quem diria, passou a aparecer nas embalagens de cerveja como descartável, talvez para competir.
Basicamente, existem duas grandes classes de descartáveis; a primeira que são aqueles produtos que se usam e que se jogam fora de imediato ou em curto prazo (caso das pilhas, por exemplo); a outra classe se constitui daqueles produtos que se usam por um tempo maior e se jogam fora, como exemplo, as lâmpadas, preparadas para durar pouco.
De qualquer forma, os descartáveis fazem um grande mal à Natureza porque, em geral, não se degradam e ainda ocupam lugar nos aterros sanitários, diminuindo as suas vidas e exigindo a busca de outros sítios para novos aterros.
Alguns autores citam a teoria dos 3 R’s quando tratam do assunto resíduo. Vamos, resumidamente, conhecer de que se trata.
O primeiro R significa Reduzir a geração de resíduos.
O segundo R significa Reutilizar o resíduo.
O terceiro R significa Reciclar o resíduo.
A Natureza agradeceria aos homens, se a ordem de prioridade fosse a citada acima, começando com Reduzir.
Falemos do primeiro R (reduzir) que é a forma mais interessante para a preservação ambiental ou a preservação dos recursos naturais. No nosso dia-a-dia significa, a grosso modo, “não deixar nada no prato que comemos”, ou preparar uma refeição no exato limite das nossas necessidades e ainda aproveitando as cascas.
Se transportarmos esse raciocínio para uma produção industrial, a coisa começa a pegar, visto que a tecnologia da produção passa a ficar um tanto mais complexa. Todavia, há exemplos já postos em prática, como exemplo, a recirculação total das águas de um processo industrial, que reduz o consumo de água.
Falemos do segundo R, que significa reutilizar. Tal forma de tratar os resíduos demanda de muito poder de imaginação, de pouca tecnologia ou de mudança da forma de destinação do resíduo, como exemplo, neste caso, a volta ao uso dos cascos retornáveis. E, no caso da mudança de forma de uso, a reutilização para outra finalidade do resíduo, que pode ser uma embalagem, como exemplo, aquela do filme fotográfico, que poderá servir para guardar comprimidos a granel ou pequenas amostras, ao invés de se jogá-la fora.
Finalmente, o terceiro R que significa reciclar, ou seja, aproveitar a matéria prima embutida no resíduo para fabricar o mesmo ou outro tipo de produto, como exemplos, os pneus, para produzir tapetes de borracha, a matéria orgânica derivada de restos de alimentos, para produzir fertilizantes ou as latinhas de alumínio, para fabricar outras latinhas.
Cabe comentar, no terceiro R, que o esforço da reciclagem exige sempre um consumo extra de energia e o fato de que, pelo material ser reciclável, haver uma indução cada vez mais crescente de incentivar mais e mais sua produção, na certeza falsa de que se está protegendo a natureza, exatamente com a desculpa da reciclabilidade.
A rigor, todo passo que se pretenda dar e que envolva resíduos, principalmente na introdução em nossas vidas de novos descartáveis, deve ser precedido de muita discussão, visto que as conseqüências poderão ser difíceis de controlar.
Matéria do Jornal SBT ( Luciana Capistrano na luta pela Coopercicla)
terça-feira, 14 de junho de 2011
segunda-feira, 13 de junho de 2011
Nem Ki Lask: Lula: ”minha mão cumprimenta um rei e uma catadora...
sexta-feira, 10 de junho de 2011
Lula participa de Marcha com catadores de materiais recicláveis
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi uma das mais de 1,2 mil vozes que participaram, na quinta-feira (09/06) da Marcha de Mobilização dos Catadores de Materiais Recicláveis, em Curitiba. Ele foi convidado de honra da manifestação que tinha como objetivos lutar contra a exploração do trabalho infantil e em defesa da saúde pública ao repudio a incineração dos resíduos sólidos.
A Marcha aconteceu durante o 2º Encontro Nacional de Mulheres Catadoras, organizado pelo Movimento Nacional de Catadores de Materiais Recicláveis. Durante o evento, Lula reafirmou o apoio aos catadores e se colocou como um aliado da classe, mesmo após deixar a presidência. Lula também destacou o compromisso da presidenta Dilma Rousseff em ouvir os profissionais.
Lula também disse que os prefeitos tem que dar maior atenção para as cooperativas de catadores, que são contra a queima de lixo que prejudica o meio ambiente e elimina material que pode ser reciclado. O ex-presidente ainda comentou a escolha do nome de Gleisi Hoffmann, de quem destacou a competência, para comandar a Casa Civil.
Segundo o Instituto Lixo e Cidadania, Organização não Governamental (ONG) que executou a marcha, aproximadamente, 1.200 catadores aderiram à mobilização. O encontro reuniu mais de 620 mulheres cagtadoras de todo o país, dentre elas estavam as Lageanas Luciana Capistrano,Maria Gaboardo,Teresa Rosa Feliciano e Suiana da Siva, todas representantes da COOPERCICLA. O movimento reivindica a criação de uma lei que proíba a queima de resíduos, bem como a erradicação do trabalho infantil. No Paraná, de acordo com o Ministério Público, diversas cidades negociam contratos para que o lixo seja queiamdo.
quarta-feira, 1 de junho de 2011
COOPERCICLA foi parceira das Cáritas Diocesana em Oficina com Catadores
sábado, 21 de maio de 2011
COOPERCICLA faz campanha com CDL
Quatro dos cooperados visitaram loja a loja, pedindo que os proprietários não depositem seus lixos na rua, ao invés disso doe o material para a cooperativa recolher todos os dias pela manhã.
segunda-feira, 16 de maio de 2011
Coopercicla e o Catador
COOPERCICLA esta buscando parcerias para desenvolver projetos com os catadores de materiais reciclados.
Objetivo é organizar esse segmento e aumentar a renda mensal do cooperado e do catador de rua.
A COOPERCICLA, esta junto com a Petrobras e as Cáritas Brasileira, todos juntos para numa tentativa de organizar esses trabalhadores que muito contribui para a limpeza e a preservação do nosso meio ambiente.
Projeto: Bota fora e ajude um cooperado.
A Cooperativa de reciclagem COOPERCICLA do bairro Caça e Tiro esta realizando um mutirão nos bairro de Lages, junto com a Secretaria do meio Ambiente e os presidentes dos bairros .
Os primeiros bairros a serem executados esse projeto são os bairros Santa Cândida e Santa Monica e em seguida virá o Petrópolis.
A cooperativa junto com a secretaria do meio ambiente estará passando nas ruas dos bairros pegando tudo o que os moradores não quiserem mais(moveis velhos, roupas,calçados e principalmente materiais reciclados).
Isso porque tudo aquilo que o morador não quiser mais, pode ainda, ajudar alguém, e alem disso, vai ajudar o morador a desocupar espaço.
Faça parte desse mutirão. Ajude preservar a natureza e a sustentar muitas famílias.




