COOPERATIVA DE RECICLAGEM E SERVIÇOS DE RECICLAGEM

COOPERATIVA DE RECICLAGEM E SERVIÇOS DE RECICLAGEM
Catadoras e catadores organizados já mais serão pisados.

segunda-feira, 16 de julho de 2012

III Encontro Nacional de Mulheres Catadoras de Materiais Recicláveis.

Pontal do Paraná sediou no final de semana o III Encontro Nacional de Mulheres Catadoras de Materiais Recicláveis.
O evento aconteu de sexta-feira (13) a domingo (15) na Associação ao Banestado, em Praia de Leste, e reuniu lideranças de todo o Brasil. A organização é do Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR), que completa 10 anos de atividade. Uma da lutas do movimento é autogestão do trabalho de coleta e o controle da cadeia produtiva de reciclagem. Nos últimos anos, os catadores de materiais recicláveis vem contando com apoio do governo federal, que instituiu a obrigatoriedade de os estados e municípios elaborarem políticas sobre resíduos sólidos com a participação destes trabalhadores.

terça-feira, 10 de julho de 2012

Um belo exemplo de honestidade.

Moradores de rua encontram R$ 20 mil e ligam para PM Dois moradores de rua entregaram um saco plástico preto e uma bolsa com diversos envelopes de depósito cheios de … Dois moradores de rua encontraram um total de R$ 20.004,00, em notas de 100, 50, 20 e 10, e moedas, próximo ao Viaduto Azevedo, sob o qual eles residem, na Radial Leste, região do Tatuapé, na zona leste da capital paulista, e entregaram o valor a policiais militares do 8º Batalhão na madrugada desta segunda-feira. Os dois moradores de rua, ao encontrarem um saco plástico e um malote igual aos utilizados por bancos, abriram ambos e verificaram que neles havia diversos envelopes de depósito bancário contendo o dinheiro. Imediatamente ligaram para o 190 e acionaram a PM, que encaminhou todo o valor para o plantão do 30º Distrito Policial, do Tatuapé. A soma do dinheiro era de 20 mil reais. (Foto: Edison Temoteo/ Agência Estado) "Além do dinheiro, havia também notas fiscais de um restaurante que sofreu um furto. Estamos supondo que o dinheiro seja do mesmo estabelecimento, mas só teremos certeza quando o proprietário for localizado", afirmou um tenente PM. Segundo a polícia, o furto teria ocorrido na tarde de domingo.

Casal de moradores de rua devolve R$20 mil roubados à polícia

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Salve o Planeta Terra

Dez quilos de papel no lixo por mês Cerca de 40% do lixo seco que uma pessoa descarta ao dia é constituído de papel. Em 2009, o Brasil reciclou 3,9 milhões de toneladas desse material Pedro Moreira | pedro.moreira@zerohora.com.br Há tempo a reciclagem deixou de dizer respeito apenas à preocupação ambiental. Em diferentes setores da economia, o reaproveitamento de materiais ganha espaço como protagonista da cadeia produtiva. Siga o @zhnossomundo no Twitter Dados da Associação Brasileira de Celulose e Papel (Bracelpa) apontam que o Brasil reciclou, em 2009, 3,9 milhões de toneladas de papel. Foram R$ 2 bilhões mexendo com a economia do país. E toda essa movimentação tem uma origem: o lixo que você produz. Conforme Jairo Armando, diretor da Divisão de Projetos Sociais do Departamento Municipal de Limpeza Urbana de Porto Alegre (DMLU), a média diária de lixo descartado por pessoa em uma cidade como a capital gaúcha é de um quilo. Do que é recolhido na coleta seletiva, cerca de 35 % a 40% é papel. Considerando-se essa estimativa, cada pessoa descartaria mais de cinco quilos do material por mês - entre embalagens, jornais, papelão e outros derivados. Isso comprova a necessidade de, além de separar os resíduos para que tenham a destinação correta na reciclagem, reduzir a produção deles. Criado a partir do conceito de que é preciso agir pensando no futuro do planeta, Giovanni Schardong Pereira, sete anos, sabe bem que pequenas ações também ajudam a melhorar o mundo em que vivemos. - A minha avó sempre quer colocar fora o rolo de papelão do papel higiênico. Eu não deixo e pego para usar como sucata - conta o tímido morador porto-alegrense.
Lixo para uns, luxo para outros
Envolvido com uma rotina caseira de separação do lixo implementada pela mãe, a contadora Luciana Schardong, 35 anos, o pequeno reciclador vai além da divisão entre orgânico e seco para descartar os resíduos. Giovanni tem um sucatário - feito de uma caixa de papelão reaproveitada, é claro - onde guarda objetos que podem virar brinquedos ou instrumentos musicais. O isopor da embalagem do micro-ondas novo da tia vai fora? Nem pensar. É logo transformado em uma TV, onde o menino encena peças com fantoches. - Quando eu era pequena, lembro de não separarmos os lixos, mas isso mudou bastante. Em casa, não produzimos tanto lixo assim, o importante hoje é diminuir a quantidade. O Giovanni sempre me fala que o lixo de uns é o luxo de outros - afirma Luciana, enquanto conversa com o filho sobre o destino do material encaminhado aos galpões de reciclagem. NOSSO MUNDO SUSTENTÁVEL
Lages, 14/06/2012,

Correio Lageano, por Susana Küster Alunos da escola Oscar Schweitzer, no bairro Guadalajara, participam de um projeto de reciclagem promovido pela professora de educação física, Angela Regina Mortari. Com garrafas pet, jornal, cola e tesoura, eles produzem vários tipos de brinquedos. A professora conta que em seu bairro, várias pessoas dão material reciclado para ela. “Eu trago para a escola, junto com os materiais que os alunos trazem e produzimos vários brinquedos”, diz. Ela faz com os alunos, flores, cavalinhos de corrida, tartarugas, maçãs, bilboquê, entre outros. “Além de ajudar a preservar o meio ambiente, eles começam a olhar e brincar de um jeito diferente. Eles só têm acesso a brinquedos mais modernos e esses apesar de serem mais simples, também divertem muito”, comenta. Além de fazer os brinquedos em sala de aula, a professora diz que os alunos depois brincam com eles e levam para casa. Ela comenta que depois do projeto, sentiu que os alunos começaram a se interessar mais pela reciclagem.
Lages, 22/05/2012, Correio Lageano

Há somente 14 garis para limpar o Centro de Lages, na Festa do Pinhão, quatro serão remanejados para o Parque Conta Dinheiro, e o número de garis no Centro baixa para 10. No Coral, há cinco garis. De acordo com o secretário do Meio Ambiente, Ademir Sales, seria necessário no mínimo 30 garis trabalhando para Lages ficar mais limpa. “Muitos começaram e desistiram. Vários estão de licença. O salário é muito baixo e o serviço é puxado. E agora é época de política, não dá para contratar ninguém”, afirma. A falta de garis e também de consciência ambiental de algumas pessoas, fica evidente nas ruas do Centro e nos acessos da cidade.O empresário William Marschall, trabalha em Correia Pinto e percebeu que há duas semanas tem lixo nos acessos de Lages. Ele conta que mandou um email para a prefeitura sugerindo um trabalho de conscientização intensivo e uma forma de punição para quem joga lixo na rua. “Temos um cartão de visitas negativo em Lages, está horrível os acessos da nossa cidade. Cortam o mato e deixam o lixo, não adianta nada”, lamenta. De acordo com o secretário, a Secretaria do Meio Ambiente faz palestras nas escolas para conscientizar as crianças na preservação do meio ambiente. São distribuídas cartilhas para os estudantes, abordando a reciclagem, coleta seletiva, destinação correta de eletrônicos, óleo de cozinha, pneus e resíduos da construção civil. Os moradores do Centro também reclamam do lixo acumulado nas lixeiras de concreto e nas ruas. Eduardo Guagliardi, mora na rua Frei Rogério e afirma que há meses tem lixo acumulado nas calçadas. Ele acredita que as lixeiras de concreto prejudicam a passagem dos pedestres. O secretário do Meio Ambiente, ressalta que os vândalos queimam e quebram as lixeiras de plástico. “Eles quebram as de concreto também, mas dificulta bastante”, diz. Em relação à fiscalização para quem joga lixo na rua, o secretário afirma que está sendo feita. A multa mínima para quem joga lixo na rua é de R$ 221,38, não existe valor máximo já que pode variar de acordo com a gravidade do caso.
Foto: Susana küster

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Lages, 24/05/2012, Correio Lageano Um Projeto de Lei, aprovado em caráter definitivo pelo Senado, na semana passada, prevê que os catadores de material reciclável devem ser enquadrados entre os segurados especiais da Previdência Social. A iniciativa poderá beneficiar mais de 300 catadores que trabalham na informalidade em Lages. Na legislação previdenciária em vigor, quem trabalha neste segmento é enquadrado na categoria contribuinte individual, ou seja, é uma pessoa física que exerce por conta própria, atividade econômica de natureza urbana, com fins lucrativos ou não, para com a Previdência Social. Para o contribuinte individual a alíquota é de, pelo menos, 11% do salário mínimo. O Projeto de Lei (PL) nº 279, de 2011, de autoria do Senador Rodrigo Rollemberg, é uma emenda à Lei nº 8.212/1991 que dispõe sobre Planos de Benefícios da Previdência Social aos catadores de material reciclável. Com a aprovação do PL, haverá incentivo para que todos os catadores passem a contribuir com a Previdência Social, fortalecendo o sistema, diminuindo o déficit previdenciário e aumentando a cidadania destes trabalhadores. Rollemberg justificou a proposição como forma de dar maior eficácia ao princípio da equidade no custeio da seguridade social. O projeto segue agora para a Câmara dos Deputados, onde será apreciado e colocado em votação. Outro ponto positivo é que pode haver redução no número de catadores que trabalham na informalidade e, portanto, não usufruem dos direitos da Previdência Social, como a aposentadoria. De acordo com o propositor do PL, isso resultaria na consequente diminuição da exclusão social. De acordo com o coordenador do setor de reciclagem da Coopercicla, Tiago de Oliveira Waldrigues, em Lages mais de 300 catadores trabalham na informalidade. “Com o que conseguimos arrecadar por mês, pra gente pagar os 11% do INSS fica difícil. São mais de R$ 60 que falta pra colocar em casa depois”, diz. O coordenador afirma que somente na Coopercicla, são 22 cooperados que, por mês, arrecadam entre R$ 400 e R$ 500 cada. “Muitos sustentam as famílias com este valor, que é bem menor que o salário mínimo. Não tem como pagar 11%”. Tiago destaca que a cooperativa está desenvolvendo um projeto chamado Pró Catador, que pretende fazer um cadastro para conhecer a realidade do trabalho realizado e das condições de serviços de quem coleta material reciclável em Lages. Dentre os focos do projeto, estão orientações dos direitos trabalhistas e sobre a contribuição junto à Previdência. “Queremos saber quem são, como e onde atuam para poder conhecer as reais condições de trabalho”. Para os catadores associados, Tiago explica que está sendo estudada uma forma para que a cooperativa possa ajudar cada trabalhador a recolher mensalmente a contribuição previdenciária. “Vamos ver se será possível fazer com que a cooperativa pague uma parte e o catador a outra, assim ele terá os direitos preservados”, completa. Foto: Núbia Garcia

sexta-feira, 18 de maio de 2012

ASSOCIAÇÃO X COOPERATIVA

Alternativas para Produção Econômica Solidária
O que difere uma associação de uma cooperativa? Quando vale a pena optar pelo modelo associativo e quando é mais indicado ser cooperado(a)? Essas são algumas das questões que esclarece, nesta entrevista, o Secretário Adjunto da Secretaria Nacional de Economia Solidária, Fábio José Bechara Sanchez. Ele comenta as características de cada modelo, diz em que áreas há mais cooperativas do Brasil, fala sobre a dificuldade de acesso a crédito e explica algumas das políticas públicas que o governo vem adotando para o setor. Mobilizadores COEP - O que são e quais as principais diferenças entre associações e cooperativas? R.: A principal diferença entre uma associação e uma cooperativa na legislação brasileira é que, enquanto uma associação tem por finalidade a organização de pessoas para uma série de atividades que não têm fim econômico, a cooperativa visa à organização de pessoas com algum fim econômico. Assim, do ponto de vista ideal, das leis, uma associação serviria para desenvolver diferentes atividades de cunho cultural, político, esportivo, social, entre outros. Já a cooperativa é uma associação de pessoas que têm eminentemente um objetivo econômico. Do ponto de vista prático, apesar destas diferenças, por causa das dificuldades de se criar uma cooperativa, principalmente as dificuldades de registro e do número mínimo [de cooperados] exigido [por lei], hoje temos no Brasil vários grupos econômicos de trabalhadores e trabalhadoras que, em vez de se formalizarem como cooperativa, formalizaram-se como associações. Se, por um lado, isto traz algumas dificuldades na hora de comercializarem seus produtos e serviços ou adquirirem crédito, por outro conseguem desenvolver melhor suas atividades, por ser mais fácil fazer o registro e por não possuírem tantas exigências, como o número mínimo de 20 pessoas. A constituição de associações traz algumas consequências. Por exemplo, uma associação não pode emitir nota fiscal, enquanto a cooperativa, por ser uma entidade com o objetivo econômico, pode. Outro exemplo: uma associação não pode renumerar sua direção por suas atividades na associação; a cooperativa pode. E a associação pode ser registrada em cartório com duas pessoas ou mais, enquanto uma cooperativa tem que ser registrada numa junta comercial, ou seja, é um processo mais burocrático e exige, segundo a atual legislação, no mínimo 20 pessoas. Mobilizadores COEP - Em que situações é melhor optar pela formação de uma cooperativa ou pela criação de uma associação? R.: A cooperativa é a melhor forma de formalização para grupos que queiram desenvolver atividades econômicas coletivamente e democraticamente em cooperação. Contudo, é mais adequado formar uma associação, em vez de uma cooperativa, quando o empreendimento for ainda frágil economicamente e ainda não tiver força suficiente para arcar com as obrigações que uma cooperativa precisa arcar ou, ainda, quando o número de trabalhadores e trabalhadoras do empreendimento for muito menor que o número necessário para formalizar uma cooperativa. Nos outros casos, ou seja, quando se tiverem pessoas e força suficientes, é melhor formar uma cooperativa. Mobilizadores COEP - Quais são os principais tipos de cooperativas existentes? Explique brevemente as características de cada um deles. R.: As cooperativas estão presentes hoje em todos os tipos de atividade econômica. Contudo, podemos dizer que alguns setores onde o cooperativismo brasileiro se desenvolveu significativamente nos últimos anos são as cooperativas de trabalho, as de agricultores familiares e as de crédito. Nas cooperativas de trabalho, trabalhadores e trabalhadoras se reúnem para, em conjunto e coletivamente, produzirem um bem ou prestarem um serviço. As cooperativas de trabalho cresceram bastante nos últimos anos, e elas podem ser desde uma indústria até uma cooperativa de limpeza, desde uma agroindústria, onde os trabalhadores que fazem as tarefas são os cooperados, até um grupo de técnicos, e assim vai. Nas cooperativas de agricultores familiares, eles se juntam para comprar insumos e vender coletivamente a sua produção. Neste caso, a produção se dá na unidade familiar, mas, na hora de baixar os custos dos insumos e ganhar escala na venda da produção, os agricultores se agrupam e realizam coletivamente e democraticamente estas operações. Já as cooperativas de crédito são formadas por pessoas para realizar serviços financeiros, como conceder crédito aos associados. Além disto, temos as cooperativas habitacionais e cooperativas de saúde, entre outras. Mobilizadores COEP - Por que essas áreas (trabalho, agricultura e crédito) são as mais comuns? Quais as vantagens para agricultores e trabalhadores? R.: Tradicionalmente, até a década de 70, o cooperativismo no Brasil era predominantemente ligado ao setor agropecuário. A Lei do Cooperativismo foi escrita em 1971 e tem neste setor o seu exemplo. Eram cooperativas criadas para organizar produtores rurais, particularmente médios e grandes. Foi a partir dos anos 80 que o cenário do cooperativismo brasileiro passou a mudar. Com a crise do emprego dos anos 80 e 90, com muitos desempregados, surgiram muitas cooperativas de trabalho que eram formadas por trabalhadores que buscavam se inserir ou reinserir no mundo do trabalho e ter sua renda a partir da cooperativa. No setor agropecuário também, junto com a organização dos trabalhadores e trabalhadoras deste setor, surgem cooperativas de pequenos produtores familiares. Estas cooperativas ajudam estes produtores familiares a escoarem sua produção e se fortalecerem econômica e socialmente. Na questão de crédito, como disse, o setor financeiro oficial (bancos) tem dificuldade de prestar serviço financeiro para a população mais pobre e trabalhadora. Então estas pessoas passaram a organizar suas próprias instituições financeiras, as cooperativas de crédito, para conseguirem captar poupança e disponibilizarem crédito para os associados. Na agricultura familiar, as cooperativas de crédito cresceram bastante pela demanda dos agricultores por crédito e porque elas também passaram a operar as linhas de crédito do Pronaf, facilitando que os recursos chegassem aos agricultores. As cooperativas têm se mostrado nestes e em outros setores um importante instrumento de inclusão de agricultores e trabalhadores no mundo do trabalho, na produção e no mundo financeiro e têm principalmente se constituído em um importante instrumento que aponta para um novo modelo de desenvolvimento, socialmente justo. Mobilizadores COEP - O que é preciso para se criar e gerir uma cooperativa? Onde os interessados podem encontrar informações e/ou consultoria? R.: Para criar uma cooperativa é preciso, antes de tudo, ter um mínimo de 20 pessoas interessadas em formá-la. Estas pessoas se reúnem e vão decidir pela criação e pelas regras que vão conduzir a cooperativa. Esta reunião será a assembleia de constituição da cooperativa. Em seguida, essas pessoas devem levar os documentos necessários, tais como a ata desta assembleia, o estatuto, entre outras coisas, para a junta comercial de sua cidade, onde será registrada a cooperativa. Este procedimento ainda é um pouco burocrático, mas o governo federal está trabalhando no sentido de facilitá-lo. Para realizar a gestão da cooperativa, é necessário que o conjunto dos cooperados [associados da cooperativa] elejam entre eles no mínimo três pessoas que serão responsáveis pelo conselho de administração da cooperativa (responsável por cuidar da gestão cotidiana do empreendimento) e outras seis pessoas, sendo três titulares e três suplentes, que farão parte do conselho fiscal, que tem como principal função acompanhar os trabalhos do conselho de administração e fiscalizar as contas da cooperativa. Mas, acima de tudo, é importante que numa cooperativa a gestão seja acompanhada e realizada pelo conjunto dos associados, e por isto a instância máxima de decisão da cooperativa é a assembleia geral dos associados, onde todos os cooperados podem participar e votar nos rumos e decisões sobre o empreendimento. Para auxiliar as cooperativas e seus associados a criarem e gerirem uma cooperativa, existe hoje no Brasil uma série de entidades e organizações que dão apoio e assessoria para estes empreendimentos. Há grandes entidades de representação do cooperativismo, como a Central de Cooperativas e Empreendimentos Solidários (Unisol/Brasil), a União Nacional de Cooperativas da Agricultura Familiar e Economia Solidária (Unicafes), a Associação Nacional de Trabalhadores e Empresas de Autogestão (Anteag), a Confederação das Cooperativas de Reforma Agrária do Brasil (Concrab) e a Organização de Cooperativas Brasileiras (OCB) que disponibilizam informações para formar uma cooperativa. Existem também universidades, ONGs, igrejas e sindicatos que fazem este tipo de apoio para as cooperativas. Além disto, cabe ressaltar a existência de algumas iniciativas de políticas públicas municipais que também prestam este tipo de informação. Mobilizadores COEP - Quais as recomendações mais importantes para grupos de trabalhadores que pretendem formar uma cooperativa? Que erros são mais comuns? O que devem evitar? R.: Acho que a principal recomendação é a de que as pessoas que queiram criar uma cooperativa façam isto não apenas pelas vantagens econômicas que terão, mas principalmente pelo modelo de organização diferenciado que uma cooperativa propicia. Ou seja, uma cooperativa se caracteriza pela cooperação, a solidariedade e as decisões coletivas entre os associados. Elas funcionam como uma comunidade, uma família. Como em qualquer família, existem conflitos e dificuldades. Mas, quando há confiança entre as pessoas, estes conflitos e dificuldades podem ser superados. Assim, o aspecto principal é que uma cooperativa seja formada por pessoas que livremente e conscientemente aderiram à cooperativa. Mobilizadores COEP - Que políticas públicas existem de incentivo à criação e à formalização de cooperativas? E que políticas ainda devem ser criadas? R.: Atualmente, existem no governo federal diferentes órgãos que têm trabalhado no apoio e no fomento das cooperativas do Brasil. Uma destas entidades é a Secretaria Nacional de Economia Solidária do Ministério do Trabalho e Emprego (Senaes/MTE). A Senaes vem desenvolvendo uma série de ações que visam dar formação e assistência técnica para as cooperativas, que incluem o apoio para as Incubadoras de Cooperativas, a criação de núcleos estaduais de assistência técnica, a criação de centros de formação em economia solidária, entre outros. As políticas para este setor têm se ampliando nos últimos anos e temos, a partir disto, uma grande rede de entidades e organizações que prestam apoio e assessoria para as cooperativas. O desafio neste momento é ampliar os recursos para estes programas e facilitar o acesso destas organizações e das cooperativas propriamente ditas aos fundos públicos. Devemos caminhar para um fundo de fato público para o apoio e fortalecimento do cooperativismo brasileiro. Mobilizadores COEP - Há áreas ainda pouco exploradas pelo cooperativismo no meio rural? Quais? O que poderia ser feito para estimular novas iniciativas nestas áreas? R.: No mapeamento realizado pelo Ministério do Trabalho, verificou-se que mais da metade dos empreendimentos econômicos solidários, entre eles as cooperativas, estão no meio rural, seja na agricultura familiar, no extrativismo ou na pesca. De fato, o cooperativismo já é muito forte no meio rural, tendo se fortalecido ainda mais nos últimos anos entre os chamados pequenos agricultores. Mas com certeza temos que criar formas para que esta realidade se amplie ainda mais e que possamos cada vez mais ter um cooperativismo forte e democrático, construindo modelos de desenvolvimento justos e solidários no meio rural. Mobilizadores COEP - A comercialização costuma ser um desafio para pequenos produtores de artesanato e de agricultura. De que forma a união em cooperativa pode ajudar? R.: Quando um pequeno produtor está sozinho, ele tem muito mais dificuldade de comercializar seus produtos, principalmente porque ele não tem escala suficiente para vender a um preço digno e levar seu produto para o consumidor. Na maior parte dos casos, ele fica a mercê de atravessadores que pagam pouco pelo seu produto. Ao se unir em cooperativas e com a força da união destes pequenos produtores, eles conseguem ganhar escalas e conseguem coletivamente encontrar formas de comercializar sua produção, conseguindo romper com os intermediários. Mobilizadores COEP - O senhor conhece experiências bem sucedidas de cooperativas de comercialização? Poderia citar exemplos e explicar o porquê do sucesso? R.: Conheço sim, e são diversas, tanto no meio urbano como no rural. Muitas cooperativas de agricultores familiares têm este papel de unir pequenos produtores para que possam comercializar seus produtos. No meio urbano acontece a mesma coisa. A questão é que a comercialização é também uma atividade econômica. Se ela não fosse, não existiriam os atravessadores. A questão é que estes, ao se relacionarem com as pessoas isoladamente, conseguem abaixar o valor que os produtores receberão por seus produtos. Quando os produtores se unem, eles criam sua própria estrutura de comercialização, diminuindo a distância entre eles e os consumidores. Aí está o sucesso destas experiências. Mobilizadores COEP - Uma das dificuldades das pequenas associações e cooperativas é o acesso ao crédito. Como esse problema tem sido contornado? Onde produtores com esse tipo de dificuldade podem procurar ajuda? R.: Com certeza o acesso ao crédito é ainda o grande desafio das pequenas cooperativas e associações. As linhas de crédito para estes segmentos ainda são bastante tímidas e muitas vezes pouco eficazes, quando existem. O governo federal vem buscando fazer um esforço para superar estes desafios, mas ainda temos bastante a caminhar. O primeiro desafio é criar linhas de crédito facilitadas para estes empreendimentos. No meio rural já conseguimos fazer isto através das linhas de crédito do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e outras políticas como o Programa de Aquisição de Alimentos, que, além de ajudarem na comercialização, criam formas de financiamento para os empreendimentos. No meio urbano os desafios são maiores. Outra questão que estamos buscando trabalhar é incentivar a criação de instituições financeiras no campo da economia solidária, como cooperativas de crédito, OSCIPs [organizações da sociedade civil de interesse público] de microcrédito, Bancos Comunitários e Fundos Rotativos Solidários, pois percebemos que, mesmo quando as linhas de crédito são criadas para este setor, o sistema financeiro oficial, ou seja, os bancos têm grande dificuldade de fazer com que estas linhas sejam acessadas por estas pequenas cooperativas e associações. Então estamos buscando criar instituições que tenham facilidade e trabalhem na mesma lógica destes pequenos grupos. Entrevista concedida à: Maria Eduarda Mattar Edição: Eliane Araujo

quarta-feira, 16 de maio de 2012


Lages, 15/05/2012, Correio Lageano

 Adequar os municípios às diretrizes da política nacional de Resíduos Sólidos com planejamento intermunicipal de gestão integrada de resíduos e estruturação dos municípios para a solução dos problemas relacionados à destinação e disposição final dos resíduos sólidos. Este é o objetivo de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), assinado por 17 dos 18 prefeitos da Amures, em assembleia na tarde desta segunda-feira (14), em São Joaquim.

 Até dia 31 de dezembro deste ano, os municípios se comprometeram em estar com o Plano Intermunicipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos concluído. Para isso, o Ministério Público Estadual destinou R$ 250 mil às prefeituras para auxiliar na elaboração dos planos. Os recursos serão depositados numa conta especial do Consórcio Intermunicipal de Saneamento Básico, Meio Ambiente, Atenção à Sanidade dos Produtos de Origem Agropecuária e Segurança Alimentar (Cisama).

 O Promotor de Justiça do Meio Ambiente, Renee Cardoso Braga, acompanhou a assembleia e disse que já passou o tempo em que o Promotor de Justiça apenas cobrava responsabilidades. “Temos um papel maior que cobrar ações. Temos de ser parceiros nas soluções e este é um exemplo de compromissos e que firmamos para acertar nesta questão de destinação dos resíduos sólidos”, frisou. Como contrapartida, os municípios entrarão com R$ 10 mil, na complementação aos recursos destinados pelo Ministério Público.

 O presidente do Cisama, prefeito Roberto Marin, elogiou mais esta parceria dos prefeitos para solucionar um problema comum. E lembrou que até junho de 2013, os municípios terão de elaborar os projetos técnicos para execução dos planos a serem elaborados. “Os planos que deveremos elaborar prevêm medidas para a destinação final, reciclagem, compostagem, recuperação e o aproveitamento energético ou destinações admitidas pelos órgãos competentes aos resíduos sólidos”, afirmou Roberto Marin.

 E, de acordo com o TAC, os municípios deverão realizar a disposição final ambientalmente adequada dos rejeitos até 30 de junho de 2016. O repasse de R$ 250 mil do Ministério Público através do Funsserra, será em cinco parcelas, sendo a primeira nesta terça-feira (15). O total dos municípios será de R$ 170 mil. Apenas Lages ficou fora do TAC por ter autonomia de destinação e já estar cumprindo a Lei de Resíduos Sólidos.

 
Foto: Onéris Lopes

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Reciclagem (música)

Reciclando catadores

Economia solidaria com Paul Singer 1_3


IF-SC participa do Fórum Catarinense de Economia Solidária
 7. maio 2012 | Escrito por Jornalismo IFSC | Categoria: Eventos, Governo Federal, Matérias

Na última semana, o IF-SC participou, pela primeira vez, do Fórum Catarinense de Economia Solidária (FCES). O FCES visa organizar anualmente reuniões entre as secretarias sociais dos municipais e estaduais e as sociedades civis para oportunizar condições favoráveis ao fortalecimento e a visibilidade dos empreendimentos de economia solidária de Santa Catarina. A reunião, que contou com 50 representantes, ocorreu na Diretoria Regional de Trabalho e Emprego (DRT) em Florianópolis.

A economia solidária é o conjunto de atividades econômicas e sociais de produção, distribuição, consumo, poupança e crédito organizadas sob a forma de autogestão. Esta alternativa de geração de trabalho e renda que promove a inclusão social e o desenvolvimento local é gerada sob a forma de cooperativas, associações, clubes de troca, entre outros. Entre as atividades das organizações formais estão a produção de bens, prestação de serviços, finanças solidárias, trocas, comércio justo e consumo solidário.

O IF-SC conta com dois projetos de extensão que envolvem a economia solidária: o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec) e o Programa Mulheres Mil, iniciativas que desde setembro de 2011 fazem parte das ações de inclusão produtiva do Plano Brasil Sem Miséria. O Programa de Catadores, outro projeto do Governo Federal, também foi tema de debate entre os participantes do evento.

A responsável pelo Programa Mulheres Mil no IF-SC e representante do Instituto no Fórum, Silvana Maria Frigotto, afirma que a reunião atingiu um dos objetivos da Diretoria de Extensão do IF-SC: contribuir para o desenvolvimento da sociedade  constituindo um vínculo que estabeleça troca de saberes, conhecimentos e experiências para a constante avaliação e vitalização da pesquisa e do ensino. “O evento foi essencial para a aproximação do IF-SC com a sociedade civil”, declara.

O diretor do Departamento de Estudos e Divulgação da Secretaria Nacional de Economia Solidária (Senaes), vinculada ao Ministério do Trabalho, Valmor Schiochet, que conduziu a reunião, explanou sobre a importância de trabalhar de forma articulada e real com as necessidades do público mais vulnerável. Ao término do Fórum, ficou estabelecido o encaminhamento de recursos provenientes de editais do Senaes que estão sendo implantados em formato de projetos nas secretarias sociais de Blumenau, Joinville, Itajai, Brusque e Chapecó.
Lages será  contemplada junto com Chapecó.

A próxima reunião, no dia 1º de junho, será sobre a integração dos projetos do Governo, estado e municípios.

Projeto: Bota fora e ajude um cooperado.

A Cooperativa de reciclagem COOPERCICLA do bairro Caça e Tiro esta realizando um mutirão nos bairro de Lages, junto com a Secretaria do meio Ambiente e os presidentes dos bairros .
Os primeiros bairros a serem executados esse projeto são os bairros Santa Cândida e Santa Monica e em seguida virá o Petrópolis.
A cooperativa junto com a secretaria do meio ambiente estará passando nas ruas dos bairros pegando tudo o que os moradores não quiserem mais(moveis velhos, roupas,calçados e principalmente materiais reciclados).
Isso porque tudo aquilo que o morador não quiser mais, pode ainda, ajudar alguém, e alem disso, vai ajudar o morador a desocupar espaço.
Faça parte desse mutirão. Ajude preservar a natureza e a sustentar muitas famílias.